segunda-feira, 27 de junho de 2011

Postado por Djessyka às 15:19
Cansaço: Falta de forças causada por exercício demasiado ou por doença.

Ora amigo Aurélio, você, que define tudo, meu cansaço não parece este que você definiu. Meu cansaço é diferente. Acho que você é feliz, Aurélio. Você não conhece cansaço por derrotas. Sabe Aurélio, as pessoas falam que uma derrota só serve pra te deixar mais forte. Particularmente, já não acredito mais nelas. Não é meu corpo que cansa. Quem cansa é a alma, o espírito, o coração.
Já planejei, tracei linhas, dei meu melhor. Acho mesmo é que tenho que acostumar com isso. Seja lá quem olha por mim, seja Jesus, Krishna, Maomé, Canom, Isthar, Kali, Ísis ou qualquer outra coisa do tipo, seja lá quem for, acho que tem mais o que fazer.
Não há éter, não há gás hilariante, mas eu estou anestesiada. Anestesiada o suficiente pra tentar de novo. O anestésico que me circula nas veias é o torpor que me faz ir em frente. É medo dissolvido em sangue que o meu coração bombeia. É o medo que me deixa entorpecida, assim, e somente assim, sou empurrada para frente. Se o medo de mais uma derrota me faltar no sangue, eu descanso. Eu paro de tentar. A cada dia preciso me dar doses do mesmo medo pra conseguir, pra continuar vendo a mínima vontade tilintando.
Quando eu senti a derrota circulando dentro de mim, senti dor. Meu coração bombeia a derrota com raiva e me sinto mal.

Este cansaço qu'eu sinto está impregnado desde as entranhas. Devo ser um zumbi, o morto-vivo. Não sei se descanso. Quando fecho os olhos só tenho imagens de veias escuras no canto da visão a cada pulsação. É a embriaguez de cansaço. Ela faz com que meu cérebro mande imagens aleatórias e eu, entorpecida pelo medo, tento interpretá-las. Sem sucesso. É só meu cérebro balançando dentro do crânio como um badalar de sinos.

Vejo carros passando sem reparar em seus designs inovados, estalo os dedos com frequência, ouço Beatles, olho as crianças, tiro o tênis sem desamarrar os cadarços.
Sou só eu, vendo tudo passar sem forma ou consistência, tentando encontrar o oposto da derrota. Em verdade busco só isso: O oposto da derrota que se iguala à certeza de que ela não virá mais a correr em minhas veias. O dia em que meu coração bombeará alegrias ao invés de medos. Busco o oposto do cansaço que descança em minhas costas e não deixa mais meu coração amar em paz.

3 comentários:

Francielle disse...

Eu acho que o que você descreveu é o que muitas pessoas sentem, não todos os dias, mas na maioria deles, uma dessas pessoas sou eu. .-.

Pensei em uma meta, que pode não ser a solução, mas ajuda a seguir em frente, acho que devemos apenas tentar ser Zumbis vitoriosos! (:

é isso.
amo-te

LenaWeidman disse...

Sweet heart, mais uma vez eu babo lendo um texto teu. Quisera eu poder ter-te em abraços que expressassem esse carinho tao grande que eu sinto a essa distancia tao pequena perto do valor que tu ja tem aqui. Zumbi amada, querida.

Juliana Queiroz disse...

Você consegue descrever muito bem as pessoas, o texto. Ficou perfeito.

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